A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) iniciou, na manhã desta sexta-feira (12), a demolição de um prédio irregular de quatro andares no Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O imóvel de alto padrão funcionava clandestinamente como albergue e era utilizado como esconderijo por chefes do crime organizado. Engenheiros do município avaliam que a derrubada causa um prejuízo de R$ 2 milhões aos responsáveis pela obra.
A ação começou por volta das 8h na Rua Hebert de Souza. Segundo as investigações da Polícia Civil, a mansão — que conta com piscina, churrasqueira e vista privilegiada para as praias da Zona Sul — havia sido alugada por Ednaldo Pereira Souza, conhecido como “Dada”. Ele é apontado como o chefe do tráfico de drogas do extremo sul da Bahia, controlando o crime nas regiões turísticas de Caraíva e Trancoso.
“Dada” foi o alvo principal de uma grande operação policial realizada no morro no dia 20 de abril. Na ocasião, o criminoso conseguiu fugir pelas matas, abandonando a esposa e os filhos no imóvel.
O confronto armado durante aquela ação impactou o turismo local: um grupo de trilheiros que havia subido o Morro Dois Irmãos para assistir ao nascer do sol ficou encurralado no topo da montanha durante o tiroteio.
De acordo com técnicos da Prefeitura do Rio, o edifício foi erguido de forma totalmente ilegal, sem licença urbanística ou respeito aos parâmetros de construção da comunidade.
O espaço tinha uma área de lazer de 180 m² com piscina, com total de 360 m² abrigando 10 suítes. Um quarto pavimento estava em fase de obras com outras 5 suítes.
O secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, destacou que o foco do município é sufocar financeiramente as organizações criminosas que lucram com o mercado imobiliário ilegal.
“Seguiremos atuando sempre quando necessário para demolir construções irregulares em áreas conflagradas da cidade. Esse era um imóvel com altíssimo valor de mercado, sendo utilizado regularmente por criminosos. Seguiremos coibindo essas ilegalidades, ordenando todas as regiões do Rio e auxiliando o trabalho das forças de segurança”, afirmou o secretário.
A operação de demolição conta com uma força-tarefa composta por funcionários da Comlurb, Guarda Municipal, Rioluz e Secretaria Municipal de Assistência Social, com apoio armado de equipes da Polícia Militar.










