A Prefeitura do Rio anunciou que os ônibus municipais deixarão de aceitar pagamento em dinheiro a partir do dia 30 de maio. A mudança faz parte da implantação do sistema Jaé e promete alterar a rotina de milhões de passageiros que utilizam diariamente o transporte público na capital.
A decisão foi divulgada nesta terça-feira (12) pela Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), que afirma que a medida busca acelerar o embarque, aumentar a segurança nos coletivos e melhorar o controle da arrecadação tarifária. A tarifa dos ônibus municipais atualmente é de R$ 5.
Com a nova regra, o embarque nos ônibus municipais será feito exclusivamente por meio do cartão Jaé ou do Riocard, neste último caso apenas para usuários do Bilhete Único Intermunicipal (BUI).
Segundo a prefeitura, os benefícios tarifários do Bilhete Único Carioca (BUC) e do Bilhete Único Margaridas (BUM) continuarão funcionando apenas pelo sistema Jaé.
Outra mudança anunciada pela prefeitura é que o cartão avulso verde do Jaé deixará de ser aceito para integrações tarifárias do BUC e do BUM. A partir de 30 de maio, essas integrações passarão a funcionar exclusivamente com o cartão preto do sistema.
O Bilhete Único Margaridas é utilizado principalmente por passageiros da Baixada Fluminense que seguem para o Rio pelo Terminal BRT Metropolitano. Pelo sistema, o usuário paga R$ 5 pela integração municipal e pode realizar até quatro viagens — duas de ida e duas de volta — em até 20 horas entre ônibus municipais, BRT e VLT.
Em nota, a Secretaria Municipal de Transportes afirmou que a retirada do dinheiro dos ônibus integra o processo de modernização do transporte público carioca.
“A medida busca ampliar o controle e a transparência da arrecadação tarifária, reduzir o tempo de embarque, eliminar o manuseio de dinheiro pelos motoristas e aumentar a segurança nos veículos”, informou a pasta.
A prefeitura também destacou que o dinheiro em espécie continuará sendo aceito para recarga dos cartões Jaé. O carregamento poderá ser feito nas máquinas de autoatendimento, em cerca de 2 mil pontos credenciados pela cidade e nas bilheterias dos terminais do BRT.
Pelo aplicativo do Jaé, a recarga pode ser feita por Pix ou cartão de crédito, com liberação imediata do saldo.
A decisão, no entanto, já levanta questionamentos jurídicos. A preocupação é que a medida não garanta meios acessíveis para que a população consiga utilizar dinheiro em espécie para acessar o transporte público. Outro ponto de debate é o custo do cartão físico do Jaé, vendido atualmente por R$ 5.










