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Rio tem 2º maior número de mortes por ondas de calor no país, aponta debate na Alerj

Comissão de Favelas e Periferias quer discutir ações de combate à crise climática com o Governo do Estado após alerta sobre impactos nas áreas mais vulneráveis

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Foto: Reprodução

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro debateu nesta terça-feira (12/05) os impactos da crise climática nas favelas e periferias fluminenses durante reunião da Comissão Especial de Favelas e Periferias. Entre os dados apresentados no encontro, um levantamento do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas revelou que a Região Metropolitana do Rio de Janeiro registrou o segundo maior número de mortes relacionadas às ondas de calor no país entre 2000 e 2018.

Segundo os participantes da audiência, os efeitos extremos do clima atingem principalmente moradores de áreas periféricas, sobretudo pessoas pretas e pardas. Diante do cenário, a comissão informou que irá discutir medidas de enfrentamento à crise climática junto ao Governo do Estado.

A presidente do colegiado, Renata Souza, defendeu maior investimento em infraestrutura e políticas públicas voltadas à prevenção de tragédias ambientais.

Dados apresentados durante a reunião mostram que o estado possui 1.724 favelas, onde vivem cerca de 2,1 milhões de pessoas. Informações da Redes da Maré indicam que eventos climáticos extremos têm provocado aumento de doenças, destruição de moradias e mortes nessas regiões.

O debate também destacou os impactos das fortes chuvas que atingiram a Região Metropolitana em março deste ano. De acordo com o Observatório de Clima e Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, mais de 200 chamados de emergência foram registrados, principalmente em cidades da Baixada Fluminense.

A coordenadora do observatório, Renata Gracie, afirmou que é necessário ampliar políticas de prevenção e adaptação para reduzir a vulnerabilidade das populações periféricas.

Durante a audiência, especialistas também alertaram para a possibilidade de agravamento dos eventos climáticos extremos no segundo semestre de 2026, com previsão de ondas de calor mais intensas, enchentes e deslizamentos.

A subsecretária estadual de Mudanças do Clima e Conservação da Biodiversidade, Marie Ikemoto, destacou a importância da cooperação entre governo, especialistas e moradores das áreas mais afetadas para fortalecer políticas de adaptação e resiliência climática.