O clássico entre Vasco e Botafogo, teve início às 21h do dia 4 de abril, mas ainda não terminou. Nesta sexta-feira (24), o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgará o Cruzmaltino devido ao uso de sinalizadores na arquibancada e pela interrupção do funcionamento da câmera.
A partida válida pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro, em São Januário, ainda teve denúncia contra o dirigente do Botafogo, Leonardo Coelho, por desrespeito à arbitragem.
A acusação contra os vascaínos envolve duas infrações distintas ligadas à conduta da torcida. A primeira, com base no artigo 213, trata da omissão em adotar medidas para prevenir ou conter desordens no estádio, podendo resultar em multa entre R$ 100 e R$ 100 mil, além da possibilidade de perda de mando de campo por até dez jogos.
A segunda, prevista no artigo 243-B, refere-se a constranger alguém por meio de violência, ameaça grave ou qualquer outro recurso, impedindo o exercício de um direito legal. Nesse caso, a punição também pode incluir multa no mesmo intervalo de valores.
Veja o texto da súmula:
“Informo que no intervalo da partida, quando a equipe de arbitragem se dirigia ao túnel de acesso aos vestiários, o dirigente da equipe do Botafogo, o senhor Leonardo Coelho de Oliveira, veio em minha direção me abordando com as seguintes palavras; “qual o critério no jogo”. Essas palavras foram feitas aos gritos e de forma desrespeitosa.
Informo que aos 25 minutos no segundo foram acesos sinalizadores onde se encontrava a torcida do Vasco da Gama, logo em seguida sendo comunicado ao policiamento para as devidas providências. Informo também que foi avisado no telão do estádio para que os sinalizadores fossem apagados, após aviso os mesmos foram apagados.
Após o termino da partida, o quality manager Bernardo Campos Martins me informou que após o início do segundo tempo a torcida mandante deslocou a câmera gol line ficando inoperante por 12 minutos até o seu retorno. Após o segundo gol da equipe visitante, aos 33 minutos do segundo tempo, houve uma nova ocorrência da torcida com câmera citada ficando inoperante a até o término da partida, pois o operador da hawk-eye foi impedido pela torcida de acessar a plataforma onde se encontrava a câmera sendo hostilizado e ameaçado.”






